Lisboa - O Parlamento português aprovou uma severa lei de imigração que fixa cotas anuais de entrada para os estrangeiros que não pertencem à União Européia (UE) e autoriza a repatriação forçada de quem estiver em situação ilegal no país.
Essas cotas dependerão da situação do mercado de trabalho e serão atualizadas a cada dois anos.
Outro ponto estabelecido é que aqueles que quiserem imigrar para Portugal terão que fazer a solicitação em seu próprio país.
As ofertas de emprego em Portugal serão publicadas no exterior e só aqueles que forem contratados poderão entrar no país.
A nova lei também autoriza a repatriação dos ilegais que estão desde 30 de novembro do ano passado, ou seja, entre 30.000 e 60.000 pessoas segundo estimativas oficiais.
As empresas que empregarem clandestinos receberão multas severas e terão que arcar com os gastos de sua repatriação.
O visto permanente será concedido apenas aos estrangeiros que estejam legalmente no país há oito anos (cinco para os brasileiros e outro países lusófonos).

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