Santos, SP, 05 (AE) - Os portuários de Santos decidiram voltar ao trabalho a partir das 13 horas. Eles entraram em greve às 7 horas da manhã, exigindo uma revisão no projeto de lei que seria votado pela Câmara de Deputados esta manhã e que equiparava esses trabalhadores aos autônomos, obrigando-os a recolher contribuição à previdência equivalente a 20% da remuneração. Dos 36 navios atracados, 23 tiveram que interromper suas operações. Logo pela manhã, o presidente da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), Wagner Rossi entrou em contato com o ministro dos Transportes, Elizeu Padilha, alertado-o sobre a gravidade da situação. O ministro manteve negociações com o ministro da Previdência, Waldeck Ornellas, e com o relator do projeto, deputado Jorge Alves (PMDB-AC).
Houve concordância em retirar a equiparação dos avulsos aos autônomos e essa decisão foi comunicada por Padilha por volta as 11h30 aos líderes sindicais que estavam reunidos com o presidente da Codesp. Com isso, os trabalhadores decidiram voltar ao trabalho.

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