Porto investirá R$ 300 mil em segurança
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sexta-feira, 29 de setembro de 2000
Julio Cesar Lima De Curitiba 
O Porto de Paranaguá vai investir R$ 300 mil até o próximo ano, em equipamentos de segurança por toda a área portuária com o objetivo de evitar roubos de mercadorias e desvios de cargas. No próximo mês será aberta uma licitação para a implantação da primeira fase desse sistema modular, com circuito fechado de tevê nos cinco portões do porto para o controle de entrada e saída de cargas sob um custo de R$ 60 mil. Mensalmente circulam R$ 70 milhões entre impostos e taxas de importações.
O responsável pela Guarda Portuária, Marcos Diniz Abade, afirmou que a informatização das áreas de controle dos portões deu início ao plano de segurança que encerra em 2001. Segundo ele, com os dados disponíveis nos computadores ficou mais difícil o desvio de cargas. Quando existe um problema com algum contêiner nós recebemos a mensagem da polícia ou receita federal e bloqueamos a sua saída.
Para a segunda fase está prevista a implantação de câmeras em toda a extensão do cais e nos armazéns do porto. Tudo será registrado e as empresas, inclusive, poderão utilizar as fitas para algum tipo de investigação.
Segundo informações da Polícia Federal, a mais recente prisão de ladrões ocorreu no ano passado, quando uma quadrilha que roubava cargas na zona portuária foi presa em flagrante. Hoje em dia não há quadrilha em ação, apesar de estarmos investigando alguns indícios de irregularidades, disse Abage. Atualmente os maiores cuidados são com documentações falsificadas, carimbos ou caminhões de transportadoras inexistentes.
Um contêiner de cigarros ou bebidas, segundo avaliação dos seguranças, vale entre R$ 500 mil e R$ 1 milhão. Nesse caso precisamos circular por toda a área para evitarmos os pequenos furtos que podem se transformar em grandes valores. A área portuária tem três quilômetros de cais, além dos terminais de cargas e mais 100 metros ao longo do porto. No total são 102 pessoas que atuam na segurança.
A segurança do Porto de Paranaguá faz parte de um serviço que foi terceirizado mundialmente, mas aos poucos está retornando. A idéia de terceirizar a segurança portuária está sendo relegada em outros países, afirmou Abage. Segundo ele, o modelo aplicado em Paranaguá, utilizando uma guarda própria cria maior confiança entre os trabalhadores do local.
Cerca de cinco mil pessoas circulam diariamente pela área portuária. Se não tivermos controle total sobre esse movimento corremos o risco de perdermos o controle, por isso contamos com pessoas que conhecem a área e nossos objetivos, afirmou Abade. Nos Estados Unidos, segundo ele, os portos voltaram a utilizar seus próprios grupamentos de segurança.


