Porto enfrenta greve de trabalhadores
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quarta-feira, 04 de julho de 2007
Andréa Bertoldi<br>Equipe da Folha 
Curitiba-Os trabalhadores do Porto de Paranaguá decidiram ontem paralisar as atividades na próxima segunda-feira. A previsão é que participem do protesto cerca de 3 mil pessoas de várias categorias entre elas estivadores, autônomos, vigias, consertadores, arrumadores e conferentes. No final da tarde de segunda-feira eles pretendem fazer uma avaliação do movimento para decidir se a paralisação terá continuidade.
A greve deve afetar a operação de embarque e desembarque de cargas. Os trabalhadores protestam contra o fim do repasse de uma verba para o fundo social, gerenciado pelo Sindicato dos Operadores Portuários (Sindop). A administração do porto informou que não foi comunicada da paralisação e, por isso, não teria nada a comentar.
Na semana passada, os estivadores e conferentes tiveram uma negociação na Delegacia Regional do Trabalho (DRT-PR), em Curitiba, com os operadores portuários. Durante a negociação, o Ministério Público do Trabalho apresentou a proposta para que o Sindop continue fazendo os repasses de recursos para o fundo social. Também ficou acordado estabelecer um prazo com os sindicatos para verificar as ações trabalhistas destas categorias.
A disputa entre os operadores portuários e os trabalhadores começou porque o Sindop cortou o fundo social que é uma verba destinada para as despesas médicas e odontológicas dos estivadores e conferentes, estabelecido em convenção coletiva de trabalho. Cada trabalhador destina um porcentual da sua remuneração mensalmente para compor o fundo.
No porto existe o Órgão Gestor de Mão-de-Obra (Ogmo) que treina e cadastra os trabalhadores e é custeado pelos operadores portuários. O Sindop alega que cortou o fundo social porque havia desvirtuamento do dinheiro, que acabou sendo utilizado para patrocinar ações trabalhistas contra o Ogmo. Os estivadores alegam que o fundo cobre apenas um terço das despesas médicas dos trabalhadores.


