Porto de Santos terá policiamento intensificado
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segunda-feira, 22 de novembro de 1999
Por José Rodrigues 
Santos, SP, 22 (AE) - O ministro da Justiça, José Carlos Dias, inaugurou hoje, em Santos, o Núcleo Especial de Polícia Marítima (Nepon), órgão criado para combater a pirataria no Porto de Santos. "Além de ser uma questão de segurança, esse controle vai reduzir o custo Brasil", destacou dias. O núcleo combaterá também o tráfico de armas e de drogas na área do porto santista. Com três lanchas e 20 agentes, a barra de Santos passará a ser fiscalizada intensamente 24 horas por dia, com maior atenção para o período da madrugada, quando os ataques a navios que estão na barra são mais frequentes.
Santos e Rio de Janeiro são os portos brasileiros que mais registram ações de pirataria, mas, segundo informa o diretor da Polícia Federal em Santos, Ariovaldo Peixoto dos Anjos, esse tipo de ação vem caindo nos últimos anos. Com o aumento da fiscalização, nenhum caso de roubo a bordo foi registrado este ano, contra três em 98 e nove em 97. Embora não considere o Porto de Santos a principal porta de entrada de armas e drogas do País, José Carlos Dias justificou a criação do Nepon como um reforço ao trabalho de fiscalização. "Estamos atentos ao combate a todo tipo de crime", informou. Ele embarcou numa das lanchas para conhecer um pouco do porto santista.
Das três embarcações, a Argos é a mais antiga, tendo sido doada pelo governo alemão em 95, enquanto a Uiraçu I e II foram transferidas de Itajaí (SC). Cada uma delas terá equipes de três a quatro agentes e serão usadas nas 24 horas do dia. Hoje foi firmado convênio com a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), que fornecerá mensalmente 1 mil litros de combustível.
Pirataria - O roubo de cargas dos navios enquanto eles permanecem fundeados na barra ou atracados no cais foi um dos problemas que mais provocaram protestos dos empresários ligados ao porto, que temiam a segurança da tripulação e o desaparecimento de mercadorias. Os piratas agem de preferência à noite, quando encostam pequenos barcos junto aos navios e fazem a abordagem. Dificilmente são presos, uma vez que conhecem bem os canais e mangues da região.


