Curitiba, 6 (AE) - O Porto de Paranaguá voltou a operar normalmente a partir da noite de ontem (5), depois de ter passado o dia todo com o embarque e desembarque de contêineres paralisados. O protesto foi motivado por um impasse trabalhista entre o àrgão Gestor de Mão-de-Obra (Ogmo) e os sindicatos dos estivadores e arrumadores. Hoje a direção do Ogmo e os sindicalistas tentavam uma negociação na Delegacia Regional do Trabalho.
Os trabalhadores revoltaram-se contra as mudanças na forma de contratação. Enquanto nos sindicatos havia uma lista de cadastrados, o Ogmo anunciou que iria chamar apenas os que tivessem registro, o que deixaria de fora centenas de pessoas. Quando soube da decisão, na noite de quarta-feira, um grupo invadiu a sede do Ogmo, em Paranaguá, quebrando vidros e destruindo computadores e outros equipamentos.
Os trabalhadores voltaram ao trabalho na noite de ontem requisitados diretamente pelos operadores, sem a intermediação do órgão gestor. Com isso, os sindicatos voltaram a seguir suas próprias normas de escala.
Cada dia parado representa um prejuízo de R$ 15 mil para os armadores. Durante a paralisação, apenas os setores de granéis sólidos e líquidos trabalharam, pois não dependem da mão-de-obra portuária.

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