Curitiba - Paranaguá terá mudança de comando a partir desta semana em duas instituições de peso - o Conselho de Autoridade Portuária (CAP) e a Capitania dos Portos. Hoje, o presidente do CAP, Paulo Augusto Vasconcellos, passa o cargo para Claudio José Madeira Basto Menezes. Com a modificação da legislação para a direção dos CAPs em todo o Brasil, a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) sempre indicava servidores da própria agência. Agora, quem vai nomear os dirigentes dos CAPs será a Secretaria Especial de Portos, através do ministro Pedro Brito.
No dia 27 de janeiro, assume a Capitania dos Portos, em Paranaguá, o capitão Marcos Antonio Nóbrega Rios, no lugar de Marco Antonio dos Amaral Silva. Segundo informações da Capitania, a cada dois anos, há mudança de comandante.
A Capitania é a entidade responsável pela segurança na navegação e interfere inclusive nos processos de dragagem quando é necessário. A instituição informou que é a mais interessada que o serviço emergencial aconteça no Canal da Galheta, que dá acesso aos portos do Paraná.
Vasconcellos disse que o calado do porto é preocupante já que no próximo mês inicia o escoamento da safra. O Porto de Paranaguá recebe, segundo ele, graneleiros de até 14 metros de calado. Segundo a Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina, hoje há pontos críticos no Canal da Galheta com apenas 10 metros de profundidade. ''É preciso aumentar a profundidade do canal'', disse.
A Somar (Serviços de Operações Marítimas), empresa contratada para fazer a dragagem emergencial em Paranaguá, deve iniciar o trabalho até o final deste mês. A companhia foi escolhida em 2006 para realizar o mesmo serviço, mas, devido a briga judicial entre a Appa e a Capitania dos Portos, o trabalho não aconteceu. A Capitania contestava, na época, a área de despejo dos sedimentos.
Com isso, a draga ficou 50 dias parada no porto. A empresa pediu uma indenização na Justiça pelos dias parados, no entanto, o assunto ainda está em discussão judicial até hoje.
Segundo fontes da Somar, a empresa não tem receio de ter sido escolhida para prestar o serviço, isso porque existe uma nova área de despejo para os sedimentos. A companhia considera que a concorrência pública é interessante. Desde a última terça-feira, a Somar mantém uma equipe no porto para preparar a instalação da obra.

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