Porteiro pode virar gerente predial
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sábado, 07 de abril de 2001
Benê Bianchi De Londrina 
Ser porteiro de condomínios residenciais ou prédios comerciais exige mais do que boa vontade para encarar o serviço. A profissão também exige conhecimentos e reciclagem, requisitos que fazem a diferença na hora da contratação. Não é à toa que os cursos de porteiro oferecido pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) têm sido muito procurados e as turmas estão sempre cheias.
São alunos, normalmente, que não têm o primeiro grau completo e que procuram o curso ávidos por informação e maior conhecimento sobre a profissão. Muitas vezes eles já trabalham na função, mas na base da intuição ou conforme o síndico manda, diz Luíza Helena Martins, técnica de formação profissional do Senac.
O curso tem duração de duas semanas, período em que os alunos aprendem noções de relações interpessoais, recepção externa e interna, serviços de correspondência, prevenção de incêndio, primeiros socorros, prevenção de acidentes, legislação trabalhista e serviço de elevadores.
O porteiro é a pessoa que se relaciona com todos os moradores do prédio e é a ele que todos recorrem num momento de necessidade. Se uma pessoa está tendo um problema de sa© úde, ela chama o porteiro. Se um vizinho quer pedir ao outro para diminuir o barulho, procura o porteiro. Ele precisa estar bem preparado para as diversas situações que lhes são apresentadas no dia a dia, exemplifica Luíza Helena. No curso, os alunos discutem os problemas mais comuns que ocorrem em edifícios comerciais e residenciais.
Apesar de existir a formação para porteiro, Luíza Helena cita que poucos síndicos procuram profissionais no setor de colocação do Senac. Oferecemos o curso há, pelo menos, seis anos, e só agora é que as pessoas estão começando a valorizar esses profissionais, comenta.
A técnica de formação profissional acrescenta que são muitas as vantagens para o condomínio que contrata pessoas com maior conhecimento sobre a profissão. Em primeiro lugar, ele terá como referência o nome do Senac; não tem nenhum custo para o condomínio a busca de profissionais em nosso banco de dados; podemos fornecer informações sobre o desempenho do aluno durante o curso; e o síndico terá a certeza de que estará contratando um profissional melhor qualificado, afirma.
Luíza Helena vê um futuro promissor para a profissão. Com a busca de maior segurança e construções de condomínios maiores, o porteiro pode se tornar um gerente predial ou gerente de condomínio. É uma profissão que existe nos grandes centros e com salários que passam de R$ 2 mil. O gerente, explica ela, é a pessoa que faz a ponte entre o síndico e os demais funcionários do local. O síndico é uma pessoa que tem sua profissão e não está disponível o tempo todo para resolver os problemas que surgem no dia a dia. O gerente é a pessoa apta a resolvê-los.
O Senac realiza cerca de 10 cursos para porteiro durante o ano. O preço é de R$ 45,00, divididos em duas vezes. O próximo curso do Senac será de 14 a 25 de maio. No Sesc (Serviço Social do Comércio), a oferta de curso de porteiro é mensal. Mas nossa procura não é tão grande e às vezes precisamos cancelar o curso, informa a coordenadora Marlene Ferreira Royer.
O próximo curso do Sesc está previsto para ter início amanhã. A carga horária é de 30 horas. O salário de um porteiro, em Londrina, gira em torno de R$ 380,00. As duas entidades mantêm um banco de dados com todas as informações sobre os alunos que já concluíram o curso.


