No primeiro dia de paralisação das seis varas da Justiça do Trabalho em Londrina, uma portaria expedida pela juíza-presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 9 Região, Wanda Santi Cardoso da Silva, suspendeu os prazos processuais nas Varas do Trabalho de Apucarana, Araucária e nas seis varas de Londrina. O recebimento de ações trabalhistas e petições no Serviço de Distribuição também foram suspensos.
A juíza já tinha expedido portarias suspendendo os prazos das varas de Curitiba, São José dos Pinhais desde o dia 17 e em Arapongas, Irati, Ivaiporã, nas cinco varas de Maringá e no posto de atendimento em Pitanga a partir do dia 18.
Os prazos processuais só voltam a valer no primeiro dia útil subsequente ao término da greve. Já a realização das audiências fica a critério dos juízes, pois o movimento grevista não envolve a categoria. Em Curitiba, os juízes de 12 das 20 varas trabalhistas suspenderam, por meio de portaria coletiva, suas audiências marcadas a partir do dia 17, alegando ''impossibilidade material de cumprimento dos referidos processuais''.
A paralisação em Londrina foi decidida em assembléia realizada na tarde de quinta-feira, com a aprovação de mais de 70% dos cerca de 45 servidores presentes. Os servidores do Judiciário Federal pleiteiam a aprovação do Plano de Cargos e Salários, que, para ser aplicado ainda este ano, precisa ser sancionado até dia 30 de junho. ''Só vamos retomar as atividades depois que o projeto for aprovado pelo Congresso Nacional'', afirma o servidor Carlos Vilhena, da 3 Vara de Londrina.

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