Portaria obrigará farmácias a vender produtos genéricos
Agência Folha
De São Paulo
O ministro da Saúde, José Serra, afirmou ontem que vai obrigar as farmácias a vender genéricos. A Vigilância Sanitária vai fazer uma portaria e condicionar a autorização de funcionamento das farmácias à venda de genéricos. Para ele, o número desses medicamentos colocados à venda pelas grandes redes de farmácias ainda é muito pequeno. Existem grandes redes e grandes laboratórios estrangeiros que estão com má vontade porque, se um produto é mais barato, a margem de lucro é menor. Essa má vontade tem vida curta. O consumidor vai exigir os genéricos.
Para o presidente da Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma), Francisco Deusmar Queirós, as redes estão apoiando e muito a venda de genéricos. Se caímos em faturamento, ganhamos na escala de clientes. Os laboratórios não estavam preparados para a demanda. Só está faltando o produto em alguns locais. É importante também apoiar o remédio de marca, em que os médicos confiam. Não estamos visando o lucro. Queremos apoiar toda e qualquer política de saúde no país.
Serra descartou a produção de genéricos para o combate à Aids, sob a alegação de que a compra dos remédios contra essa síndrome é feita pelo governo. Não há uma prioridade dos genéricos para a Aids. Todo mundo que tem Aids recebe o remédio de graça do governo.
Serra afirmou que, até o fim do ano, o mercado farmacêutico estará inundado de genéricos. Todos serão de alta qualidade.
O ministro informou que o Ministério da Saúde está fiscalizando a qualidade dos genéricos, desde a matéria-prima importada, passando por todas as condições de ambiente da fábrica, por toda a questão da fórmula até a sua eficácia.





