Um grupo de 72 portadores do vírus HIV começa a testar no início do ano os efeitos da substância ‘‘interleucina-2 recombinante’’ no aumento das defesas do organismo. O estudo, conduzido pelo Hospital Emílio Ribas de São Paulo, é o primeiro no Brasil a avaliar os benefícios da droga nesse tipo de paciente. A interleucina-2 é uma substância produzida pelo próprio corpo e que atua no aumento do número de linfócitos CD-4, células de defesa do organismo.
Em pessoas debilitadas, a mesma substância recombinante agiria como um reforço nessas defesas. Inicialmente, o remédio - comercializado como Proleukin - foi utilizado em pacientes com câncer renal ou tumores malignos espalhados. Para o estudo do Emílio Ribas, metade dos voluntários receberá a interleucina-2 junto com o coquetel de medicamentos anti-Aids.
O outro grupo receberá apenas o coquetel, que pode ser formado por duas, três ou quatro drogas, dependendo do estado do paciente. Guido Levy, diretor do Emílio Ribas, diz que a interleucina não substitui as drogas antiretrovirais, por isso o uso do coquetel deve ser mantido em todos os estudos.

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