Brasília, 08 (AE) - O porta-voz da Presidência, embaixador Sérgio Amaral, respondeu hoje às críticas de que o gasoduto Brasil-Bolívia, que será inaugurado amanhã, não tem garantia de mercado e que custará caro por causa da desvalorização do real. Segundo Sérgio Amaral, tanto a Comgás - Companhia de Gás de São Paulo, quanto a empresa de gás de Mato Grosso, já fizeram encomendas importantes, em uma tentativa de mostrar que há mercado para o gás que será produzido. Amaral acentuou que "é prematura" a afirmação de que o gás custará caro por causa da queda do valor da moeda brasileira.
"É prematuro dizer qual será o impacto da desvalorização sobre o preço do gás porque não se sabe ainda qual será o nível da taxa de câmbio", disse o porta-voz do Planalto. Amaral fez questão de explicar que o gasoduto Brasil-Bolívia é um projeto da iniciativa privada, em associação com a Petrobrás, e que os usuários do gás também são da iniciativa privada, por intermédio das empresas estaduais de gás. Fernando Henrique reinicia amanhã, por Corumbá, as viagens pelo País.
De acordo com Amaral, as viagens marcadas, "já haviam sido cogitadas e serão realizadas, na medida em que, segundo todas as indicações, está havendo um processo de normalização da economia". O cronograma de viagens prevê visitas a Campos do Jordão (SP) para encontro com o presidente Carlos Menem, da Argentina, e depois um descanso de cinco dias em seu sítio em Ibiúna, no interior paulista. No dia 21, o presidente vai ao Rio para, no dia seguinte, participar do Fórum Empresarial Mercosul-Europa. No início da tarde do dia 22, Fernando Henrique vai à Vitória, abrir o ano letivo. No dia 23, seguirá para Porto Primavera, na divisa de São Paulo com Mato Grosso do Sul, para a inauguração de uma hidrelétrica e, no dia 26, volta ao Paraná, para visitar em Piem, uma indústria têxtil.

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