São Paulo, 31 (AE) - O porta-voz da Vasp, Rui Nogueira, disse hoje que as denúncias contra a empresa publicadas hoje pelo "Jornal do Brasil" são "levianas e infundadas". De acordo com ele, a notícia faz parte de "golpes baixos de uma guerra comercial" entre as companhias de aviação do País. "Se o preço a pagar para democratizar o transporte aéreo for esse, a Vasp aceita o desafio", afirmou Nogueira.
De acordo com a reportagem publicada na edição de hoje do "Jornal do Brasil", a Justiça pode cassar a licença da Vasp e o governo considera a deterioração da empresa irreversível. Segundo a reportagem, a companhia deve R$ 376 milhões à Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero) e foi denunciada por falsificar documentos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) para os Correios.
O Departamento Jurídico da Vasp, segundo o porta-voz, estuda as providências a serem tomadas contra o autor da notícia
o jornalista Teodomiro Braga. "Houve uma coincidência entre o sucesso da Vasp na ponte aérea Rio-São Paulo, a reação da concorrência e o comportamento leviano do Jornal do Brasil", disse Nogueira.
Segundo Nogueira, Braga fez "um apanhado de informações esparsas" sobre a Vasp, publicadas, atribuindo a uma autoridade a informação de que a empresa pode ter a concessão cassada. "Essa é uma afirmação muito séria para que a fonte não seja revelada", disse, explicando que a empresa havia dado a versão para as denúncias publicadas pela imprensa.
Ao mencionar uma "guerra comercial" entre as empresas de aviação, Nogueira disse estar referindo-se às consequências advindas da decisão da Vasp de reduzir em 50% o valor da tarifa na ponte aérea Rio-São Paulo, desde o dia 17. Ainda de acordo com o porta-voz, até a redução das tarifas, a Vasp tinha 22% de participação no mercado da ponte aérea, passando para 60% no penúltimo fim de semana e 85%, neste último.

mockup