Porta-voz da Sprint diz que intenção é sair da Intelig rapidamente
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quarta-feira, 26 de janeiro de 2000
Por Maria Fernanda Delmas 
Rio, 26 (AE) - Algumas horas depois de a National Grid ter entrado na Justiça com uma ação contra a Sprint, sócia dela na Intelig, o porta-voz da Sprint nos Estados Unidos, Mark Bonavia, confirmou, por telefone, que a intenção da empresa é "sair da Intelig o mais rapidamente possível". Ele disse ainda que a Sprint não está quebrando regras da lei. A operadora norte-americana tem até 21 de abril para vender as ações na empresa-espelho da Empresa Brasileira de Telecomunicações (Embratel).
O advogado da National Grid, Régis Fichtner, informou ter proposto a ação hoje à tarde no Rio, pedindo a "dissolução parcial de sociedade" na Intelig. A National Grid tem 50% da Intelig. A participação da France Telecom e da Sprint é de 25% cada. A Assessoria de Imprensa do Tribunal de Justiça (TJ) do Rio explicou que, nestes casos, o registro da ação não é feito no mesmo dia.
O processo na Justiça é apenas uma garantia para a National Grid, necessária para manter a liminar que afastou os executivos da Intelig indicados pela Sprint. Os 14 executivos oriundos da Sprint não desempenham as funções na Intelig desde o dia 10.
A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) estipularam um prazo de 90 dias, que expira em 21 de abril, para que a Sprint venda a parte dela ou deposite as ações num fundo fiduciário. Fichtner não acredita que a Justiça dê alguma decisão sobre a ação antes deste prazo.
Segundo Fichtner, o processo está na 26.ª Vara Cível do Rio, a mesma que, este mês, confirmou a liminar concedida à National Grid em dezembro para afastar os diretores. Como a Sprint, uma das donas da Intelig, e a MCI Worldcomm, dona da Embratel, anunciaram a fusão em outubro, não haveria mais concorrência entre as duas telefônicas de longa distância no Brasil.
A France Telecom também terá de fazer uma opção: para ficar na Intelig, tem de vender a participação que detém na Sprint. A France Telecom manifestou à Anatel a intenção de permanecer na empresa-espelho.


