Cidade do Vaticano, 23 (AE-ANSA) - O último Ano Santo do segundo milênio da era cristã será inaugurado amanhã (24) pelo papa João Paulo II, que abrirá a Porta Santa da basílica de São Pedro, para logo depois proclamar solenemente o começo do Grande Jubileu do ano 2000 do maior altar da principal igreja católica do mundo.
A cerimônia terá início às 23h (horário local), quando o papa comparecerá ao átrio da basílica e começará a caminhar até a Porta Santa (a última à direita, para quem olha da praça), onde fará uma oração.
À direita do pontífice estarão altas personalidades eclesiásticas: doze cardeais e numerosos bispos, entre os quais os responsáveis canônicos de São Pedro e o patriarca armênio de Istambul, Mesrod II, que pediu para participar da cerimônia porque não poderá estar presente em Roma em 18 de janeiro, quando será aberta a quarta Porta Santa, dando início à semana de pregações para a união dos cristãos.
À esquerda de João Paulo II se encontrarão autoridades políticas: o presidente italiano, Carlos Azeglio Ciampi, o prefeito de Roma e comissário extraordinário para o Jubileu, Francesco Rutelli, o decano do corpo diplomático ante a Santa Sé, uma centena de deputados italianos, além de várias outras autoridades.
Após uma breve oração e um canto, o papa se aproximará da Porta Santa e cantará em latim a cantiga "Essa é a porta do Senhor", antes de abri-la com suas mãos, sem utilizar o martelo tradicional, pois nesta ocasião terá sido eliminada a parede que durante séculos impedia o acesso à basílica e que era simbolicamente derrubada pelo pontífice.
Ao abrir a Porta Santa, símbolo da ação redentora de Jesus Cristo, todas as luzes da basílica de São Pedro serão acesas. Fiéis provenientes da ásia e Oceania decorarão com flores e perfumes o umbral que simboliza a Boa Nova do nascimento de Cristo, ao mesmo tempo em que outros, vindos da áfrica, farão soar trombetas de chifres de animais, em sinal da proclamação do Evangelho.
Europa e América estarão representadas por fiéis que acompanharão o papa na travessia da basílica até o altar principal, levando velas e flores, para completar o símbolo da presença de todo o mundo na cerimônia, que será celebrada em diferentes idiomas.

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