Londres - A empresa britânica de biofarmácia PPL Therapeutics, responsável pela clonagem da ovelha Dolly, anunciou ontem que produziu porquinhos clonados cujos órgãos podem ser transplantados ao homem. A empresa, com sede na Escócia, assinalou que produziu cinco porquinhos que não possuem um gene que é rechaçado pelo corpo humano no momento do transplante. A PPL encontrou a maneira de desativar o gene ‘‘alpha 1,3 galactosyl transfaras’’.
‘‘No futuro, esta etapa vital terá que permitir aos órgãos ou células desses animais serem transplantados ao homem sem rejeição’’, declarou a PPL em um comunicado. ‘‘Ao ter superado um dos principais obstáculos técnicos e riscos científicos, a promessa dos xenotransplantes (transplante de órgãos de uma espécie a outra) é agora uma realidade, que pode revolucionar a indústria dos transplantes’’, disse Alan Colman, diretor de pesquisas na PPL.
A empresa assinala que as primeiras aplicações da tecnologia podem estar relacionadas com o diabetes, com o transplante de células que produzam insulina. Os experimentos clínicos podem começar em quatro anos.
Os cinco porquinhos nasceram no dia de Natal na filial americana da PPL em Virginia (EUA) e foram batizados Noel, Angel, Star, Joy e Mary. Segundo a empresa, são os primeiros porcos sem genes que impedem o transplante.

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