Rio - Por todo o Rio, as ruas estavam alagadas, os pedestres encharcados e os carros tentavam passar os bolsões de água. O cenário, apesar de desolador, é comum para os cariocas. Em diversos bairros da capital fluminense, moradores e lojistas tentavam reparar os estragos causados pela chuva.
No início da manhã, poucos ônibus circulavam na zona norte da capital. O cenário mais devastador foi encontrado no bairro de Higienópolis, na zona norte. O Rio Faria-Timbó transbordou e invadiu as casas. Em algumas residências, a água passou de dois metros de altura. Uma placa no poste do ponto de ônibus ficou submersa e água entrou pelas janelas. Nas ruas Miguel Burnier e Santa Mariana, que ficam abaixo do nível do Faria-Timbó, os moradores fizeram comportas nos portões e janelas para impedem a passagem da água.
No entanto, dessa vez, nem mesmo essa engenharia conseguiu evitar que a água invadisse as casas. Na Miguel Burnier, o muro de um prédio caiu, mas ninguém ficou ferido. No prédio em frente, era possível ver sacos de lixo que foram levados pela água nas grades do muro. O professor de Educação Física Alexandre Gallo, foi o salvador do bairro e usou bote salva-vidas para resgatar os vizinhos e alguns pertences pessoais. Foram tantos resgates que Gallo não conseguiu contar a quantidade de pessoas que levou no bote, mas lembra que carregou oito geladeiras e amarrou dois carros no poste para que não fossem levados pela correnteza.

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