Por que homens são minoria no Paraná
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terça-feira, 10 de maio de 2011
Adriana Franco <br> Equipe da Folha 
Curitiba - Censo divulgado na semana passada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta que os homens continuam sendo minoria na sociedade. A divulgação foi feita bem no dia da cerimônia do casamento real do príncipe William e da plebeia Kate Middleton, na Inglaterra. O mundo parou para assistir ao espetáculo, a maioria, sem dúvida, era de mulheres, inclusive no Brasil. Mas o que fazer quando se está solteira em um país que tem quase 4 milhões de homens a menos? Por que isso acontece? Em quais faixas etárias essa diferença é maior?
O Censo de 2010 indica que o Paraná tem 10.439.601 de habitantes - 5.311.098 de mulheres e 5.128.503 de homens. Segundo o chefe do IBGE no Paraná, Sinval Dias dos Santos, a primeira impressão que se tem é de que nascem mais mulheres que homens, mas na proporção há mais recém-nascidos meninos que meninas. ''A diferença começa logo após o primeiro ano de vida, quando o sexo masculino é maioria no Índice de Mortalidade Infantil. As garotas são mais resistentes'', explica.
Na terceira idade, a diferença é ainda maior. No Paraná, por exemplo, há pouco mais de 200 mil homens com idades entre 70 e 84 anos. Nessa mesma faixa etária existem 45 mil mulheres a mais. Isso ocorre porque a perspectiva de vida de pessoas do sexo masculino é de 71 anos, seguindo a tendência nacional, enquanto que do feminino é de 77.
E além de ter menos homens, um número significativo deles está cumprindo pena no Estado. São praticamente 36 mil homens presos e, destes, 2.624 são mulheres. A maioria dos detentos tem idade entre 18 e 34 anos - ao todo são 13,6 mil. Esses números mostram porque tantos rapazes morrem nesse período da vida. O envolvimento com a violência, os abusos no trânsito e o consumo de drogas fazem com que morram mais homens e mais cedo.
Mas esse quadro não está presente em todas as cidades, porque municípios pequenos têm mais homens que mulheres. No Paraná, por exemplo, são 805 mil habitantes rurais masculinos contra 726 mil femininos. O chefe do IBGE diz que isso ocorre porque normalmente nessas localidades há mais opções de mão de obra pesada, que atraem mais os homens. No Mato Grosso, Estado típico de economia rural, a realidade é igual.
As diferenças de quantidades entre homens e mulheres no Paraná, portanto, acompanham as tendências nacionais. Pelos registros, eles são maioria entre os presos e entre os moradores de cidades menores. Fora isso, elas ganham em número, significativamente, entre os idosos, e se destacam como maioria em grande parte das faixas etárias.


