Por baixo preço, licitação para avaliação psicológica de guardas não tem interessados
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quinta-feira, 21 de junho de 2018
Rafael Machado<br>Grupo Folha 
O edital aberto pela Secretaria Municipal de Defesa Social para contratação de exames psicológicos nos 340 guardas municipais de Londrina não recebeu nenhuma proposta. A avaliação é essencial para renovação do porte e manuseio de armas de fogo. Na ata da sessão pública do processo licitatório, os pregoeiros informaram que a falta de interessados aconteceu pelo preço reduzido do certame, que era de R$ 12 mil. Com o resultado, o secretário responsável pela Guarda Municipal, Evaristo Kuceki, ressaltou que "vai tentar aumentar os valores", mas não soube dizer quanto será orçado o novo pregão presencial.

Apesar da licitação deserta, Kuceki explicou que o cronograma estipulado para início dos exames não será prejudicado. A análise é feita por uma única profissional, que necessita ser credenciada pela Polícia Federal. As examinações valem por dois anos. A prefeitura tem até janeiro para revisar o lado psicológico de todos os guardas, tanto aqueles que trabalham na rua ou internamente. "Vamos pesquisar preços mais atraentes no mercado e republicar o edital, o que não vai demorar", ponderou o secretário.
Depois da assinatura do contrato, as avaliações serão feitas 15 dias após o agendamento. Atualmente, sete agentes estão afastados da corporação por problemas psicológicos. Esse não é o caso dos guardas municipais Fernando Neves, Michael de Souza Garcia e João Victor Goés Arruda, denunciados por possível participação na morte do estudante Matheus Evangelista, 18 anos, em março deste ano.
A Delegacia de Homicídios de Londrina (DHL) constatou que o tiro que matou o rapaz partiu da arma de Fernando Neves. Ele e Garcia negam as acusações. Ele chegou a ser encaminhado para o HU (Hospital Universitário), mas não resistiu aos ferimentos. Outro GM, João Victor Goes Arruda, foi afastado das funções e impedido de manusear armas da corporação ou particulares.


