Moradores de Uraí engrossaram a manifestação dos funcionários da Santa Casa por temerem o fechamento do único hospital que atende pacientes pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Algumas senhoras choraram ao saber que a Prefeitura não havia dado nenhuma esperança para os trabalhadores.
A aposentada Lúcia dos Santos Pitão, 65 anos, contou que está viva hoje graças ao atendimento que recebeu na instituição. Em 2002, ela sofreu um aneurisma cerebral e, não fosse a rapidez com que foi medicada e transferida para Londrina, não teria resistido. ''Estou aqui hoje em solidariedade à enfermeira que me atendeu naquele dia e que está passando por dificuldades. Quero que este hospital continue atendendo, porque é único lugar que a população tem para pedir ajuda.''
A aposentada Isabel Ferreira Vieira, 60, também estava apreensiva, porque o irmão de 75 anos que estava internado até semana passada na Santa Casa precisou ser levado para Cornélio Procópio. ''Ele foi operado de um problema na bexiga e é difícil para a gente fazer visita todo dia'', afirmou. A mesma sorte não teve o também aposentado Livino Silva Daluzo, 75. Em 7 de outubro, ele sepultou o irmão caçula, Elias Luiz, 49. Vítima de um infarto, o homem havia passado um dia antes pela Santa Casa mas não ficou internado porque o médico disse que não havia condições de atendê-lo.
Além da população de quase 11,5 mil pessoas, a Santa Casa de Uraí atende mais 12,5 mil habitantes de Rancho Alegre e São Jerônimo da Serra. A média mensal passa dos 800 atendimentos. (L.A.)

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