POPULAÇÃO SUGERE
Para o agente de viagens Luiz Heraldo, que passa todos os dias pelo local, o cruzamento poderia ser melhorado para evitar acidentes com pedestres. Ele diz que não existe explicação para uma obra mudar tanto uma rota de acesso entre um dos bairros mais habitados e o centro da cidade. ‘‘A solução é tirar uma árvore e colocar uma rampa aqui, dando mais segurança para quem passa por aqui’’, diz. Heraldo afirma ainda que o local precisa ser melhor policiado, porque existe risco de assalto.


O entregador Antonio Ferreira lamenta que a prefeitura tenha deixado uma rampa em um dos principais pontos de ligação do centro com bairroz da zona norte. ‘‘Passo aqui todos os dias, e a gente já reclamou para um monte de políticos e não adiantou nada’’, diz. Ele diz que se não tem jeito de mudar a rampa, ‘‘as autoridades’’ deveriam pelo menos garantir segurança no local. ‘‘Passar de noite aqui dá o maior medo porque está sempre cheio de desocupados que moram no prédio’’, revela.


A professora Maria Amélia Nascimento diz que o pior do cruzamento não é nem a rampa e sim o prédio da antiga delegacia. ‘‘O prédio passa uma má impressão para quem passa por aqui e está sempre cheio de desocupados e marginais’’, reclama. Ela lembra que os moradores da Zona 7 não pegam coletivo para chegar ao centro, que é muito perto, mas têm que enfrentar o cruzamento. Maria Amélia diz que para atravessar o local é preciso ficar atento ‘‘para não ser atropelado’’.


A estudante Araceli Santos que, só passa, às vezes, pela rampa da Avenida Paraná, considera o local ‘‘perigoso’’. Ela acha que os responsáveis pela obra do Novo Centro deveriam ter evitado a rampa. ‘‘Não é possível que a solução foi fazer isso na avenida’’, diz. Araceli conta também que quando vê pessoas estranhas perto do prédio abandonado, desvia para o outro lado da rua. ‘‘Mas lá também é ruim porque não tem calçada e quando chove fica muito barro’’, lamenta.

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