População russa cai acentuadamente neste ano
Moscou, 30 (AE-AP) - A população russa decresceu acentuadamente durante os primeiros cinco meses do ano, caindo em 346,7 mil pessoas para cerca de 146 milhões. De acordo com dados do governo, essa queda foi muito superior a registrada em igual período de 1998, quando o número de russos encolheu em 191 6 mil pessoas. A Agência de Estatísticas da Rússia atribui a aceleração do declínio da população ao aumento da taxa de mortalidade e a queda na de nascimentos, assim como a acentuada redução na imigração e forte crescimento da emigração. O dados mostram que o número de mortes supera o de nascimento em 396 mil. A redução da população russa ao longo desta década é um desenvolvimento extremamente raro para um país industrializado que não encontra-se em guerra. A piora das condições econômicas e o alcoolismo são relacionados como os principais fatores que têm levado a drástica queda na espectativa de vida dos homens. Essa redução poderia ser ainda maior, não fosse o firme fluxo de imigrantes, a maioria de russos étnicos vindos de antigas repúblicas soviéticas nos últimos anos. Embora há muito não se tenha um novo censo, a população russa atualmente está estimada em cerca de 146 milhões. Ainda de acordo com a Agência de Estatísticas, mais de um em cada três russos estão vivendo abaixo da linha de pobreza. Os dados divulgados nesta sexta-feira (30), revelam a última consequência deixada pelo colapso econômico do ano passado. Durante o primeiro semestre deste ano, cerca de 35% da população
ou 51,7 milhões de pessoas, receberam um rendimento mensal inferior ao mínimo necessário para sua subsistência, estimado em 872 rublos (US$ 36,00). No primeiro semestre de 1998, 22% da população russa viviam na pobreza, com rendimentos mensais inferiores ao mínimo necessário para sua subsistência, na época de cerca de 492 rublos (US$ 71 00 ao câmbio do período). Para alguns economistas, esses números superestimam o problema da pobreza, pois muitos russos ganham dinheiro na economia informal e não declaram seus rendimentos ao governo. Além disso, os dados refletem um dramático declínio no padrão de vida, o que vem ocorrendo ao longo desta década. O colapso financeiro de agosto de 1998, resultou na dispensa em massa de trabalhadores, corte de salários, aceleração da inflação e jogou milhões de russo ainda mais na pobreza.





