Rio, 30 (AE) - A pesquisa nacional por amostra de domicílios (PNAD) referente a 1998 - divulgada hoje pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) - mostra que de 1997 para 1998 houve aumento de 632 mil pessoas na população ocupada, o que epresenta um crescimento de 0,9%. Esse resultado representa menos da metade do crescimento revelado de 1996 para 1997. Na atividade agrícola, a queda foi de 2,6%, enquanto nas atividades não agrícolas houve crescimento de 2%.
Os segmentos que absorveram maior quantidade de mão de obra foram os da indústria da construção, a área social e serviços auxiliares da atividade econômica. A indústria continua detendo em torno de 1/5 da população ocupada. O grau de concentração de rendimentos que apresentou declínio de 1990 até 1992 subiu em 1993, voltou a cair entre 1995 e 1996, ficou estável em 1997 e baixou novamente em 1998. De 1997 para 1998, a metade da população ocupada com os menores rendimentos conseguiu ganhos enqu anto o restante teve perdas.
Por isso houve diminuição no grau de concentração dos rendimentos. Em 1998 o rendimento médio das três categorias de trabalho ficou em 4,4 salários mínimos para os empregados com carteira assinada, 6,1 salários para militares e estatutários e 2,2 salários para os empregados sem carteira. A média geral foi de 3,9 salários mínimos.

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