Londrina - ''Não somos bicho, somos gente.'' A afirmação de impacto é do ex-morador de rua Milton Santana Filho, de 39 anos. Por seis anos, ele perambulou pela cidade sem ter onde ficar. Resultado do vício em drogas, como o álcool e o crack.

Recuperado, hoje ele integra o Movimento Nacional da População de Rua (MNPR) em Londrina e, junto ao presidente Leonardo Aparecido Gomes, que viveu mais da metade dos seus 35 anos na rua, divide a tarefa de reunir-se semanalmente com representantes do Ministério Público, Assistência Social, entre outros órgãos públicos, para discutir e levantar soluções para a população em situação de rua.

De acordo com Santana, um dos maiores desafios enfrentados hoje pelos moradores de rua é ter acesso aos serviços de saúde. ''Teve vez em que o Samu não veio atender porque era de rua. Aí tem vez também que só atendem acompanhado de alguém do Sinal Verde'', critica.


Confira na reportagem completa de Davi Baldussi quais os principais problemas enfrentados e as possíveis soluções para a melhoria da população sem-teto

mockup