População cobra sinalização em faixa elevada
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quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
Davi Baldussi <br> <br> Reportagem Local 
Londrina - A morte de um motociclista de 21 anos na Rua Souza Naves, em frente à Fundação Cultural e Artística de Londrina (Funcart), na noite de terça-feira, levantou uma questão sobre a falta de sinalização e a iluminação deficiente no local, onde há uma faixa elevada para passagem de pedestres.
Rafael Alexandre Oliveira passou direto pelo redutor de velocidade e só parou após colidir contra um poste. Equipes de socorro prestaram atendimento ao jovem, que sofreu politraumatismo, mas ele não resistiu aos ferimentos e morreu na ambulância do Siate.
De acordo com o ator Guilherme Bersalini, que está diarimente na Funcart, é comum flagrar veículos que passam direto pela faixa elevada. ''Eu ouço sempre barulho de alguém passando sem ver. De vez em quando saio para ver se aconteceu algo mais grave'', comentou.
A sinalização para os motoristas que trafegam pela Souza Naves. próximo à faixa elevada. se resume a uma placa avisando que a 50 metros há o redutor de velocidade e outra na própria faixa. Também há sinalização na via com os seguintes dizeres: ''cuidado'' e ''devagar''.
A médica Patrícia Silva mora quase em frente à faixa elevada e elogiou a intervenção. ''Os carros sempre passavam voando aqui. Foi muito bom terem colocado a faixa, mas sinalização nunca é demais'', comentou.
A presidente do Instituto de Pesquisas e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul), Regina Nabhan, afirmou que faria um pedido de urgência à Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) para que a sinalização fosse intensificada até o fim da semana. ''Vou fazer pedido para colocação de mais placas talvez de 100 metros ou 200 metros antes e colocar mais linhas de estímulos para redução da velocidade na própria rua.''
De acordo com Regina, a faixa elevada foi colocada por causa da Funcart. ''Centenas de crianças precisam cruzar a rua e os carros desciam ali muito rápido'', disse.


