Cerca de 500 pessoas se reuniram ontem pela manhã, na sede do Rotary, em Londrina, para aprender os segredos do ''do-in'', tradicional automassagem oriental capaz de aliviar dores. O encontro começou com uma sessão de alongamento, seguida pela aula, essencialmente prática, ministrada pelo médico catarinense Marco Giostri, que veio à cidade pela segunda vez a convite da secretaria municipal da Saúde. A idéia é espalhar os benefícios da técnica à população. ''É um conhecimento que todo mundo pode ter e passar para os outros. Não tem contra-indicações'', observou.
A médica Rachel Cristina Guapo Rocha, da diretoria de ações em saúde (DAS), conta que, após fazerem o curso dado por Giostri em abril deste ano, vários profissionais passaram a utilizar o ''do in'' com ótimos resultados. Além de contribuir para a diminuição do uso de medicamentos, a prática acaba humanizando o tratamento ao aproximar a equipe médica dos pacientes pela questão do toque. ''Eles se sentem mais cuidados'', justificou.
De acordo com a médica, a intenção da secretaria da Saúde ao abrir o curso para a comunidade é combater o uso abusivo de analgésicos e antiinflamatórios, evitando os efeitos adversos dessa medicação. E também promover mais qualidade de vida. Foi o que motivou a dona de casa Marlene Machado, 49 anos, a passar a manhã de sábado aprendendo quais pontos do corpo ela deve massagear para aliviar as dores na perna, causadas pela artrose, e na coluna, resultado de três hérnias. ''Minha filha me trouxe aqui para tentar fazer com que a minha vida seja um pouco mais feliz'', resumiu.
A agente comunitária Cristiane da Silva Ribeiro, 24 anos, saiu de Guaravera bem cedo para assistir à aula. Ela trabalha com a terceira idade e acha que o aprendizado será útil no seu dia-a-dia. ''É bem prático. Vai ser fácil passar para os idosos'', antecipou. Da cabeça aos pés, Giostri mostrou como tocar as diversas regiões do corpo para amenizar não apenas dores físicas, mas também problemas como insônia, ansiedade, cansaço e depressão. Sempre lembrando que a técnica não dispensa os tratamentos médicos convencionais.

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