Santiago, 18 (AE) - Pesquisa feita pela Fundação Futuro, por telefone, mostra que 48,5% dos chilenos acreditam que o general Augusto Pinochet, 83 anos, morrerá longe do país. A pesquisa, na qual foram ouvidas 400 pessoas, também informa que 65,5% acreditam que a detenção do senador vitalício, em Londres, prejudica a imagem do país. Outros resultados da consulta: 50,3% acham o julgamento injusto, 54% acreditam que Pinochet realmente violou os direitos humanos e 62,5% crêem que ele sabia das atrocidades cometidas durante seu governo.
O clima de polarização política desde a prisão de Pinochet em Londres, há um ano, é avaliado de forma negativa pelos entrevistados. Isso explica o grande apoio que as gestões para libertar o general tem entre os entrevistados. Dos chilenos ouvidos, 74,5% acreditam que o Executivo deve fazer tudo para conseguir o regresso do general ao Chile.
Um analista político, em declarações à Agência Estado, disse temer que a situação do general influa no resultado das eleições marcadas para dezembro próximo. Segundo essa fonte, se o general morrer fora do país antes de dezembro, a população pode se irritar com as infrutíferas gestões do governo do presidente Eduardo Frei no caso. Isso poderia prejudicar a campanha do candidato oficialista, Ricardo Lagos e favorecer a de Joaquín Lavín, de direita, segundo nas intenções de voto. "O povo chileno é bastante sentimental. Todos sabem que Pinochet governou com mãos de ferro mas tendem a ter pena dele por causa de sua idade. Se ele morrer sem voltar ao país, as pessoas podem até votar contra o governo por causa disso", analisou.

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