Popó pode ser, amanhã, o terceiro campeão mundial do Brasil
Le Cannet, França, 06 (AE-AP) - Amanhã, às 15 horas (de Brasília), com transmissão pela Rede Globo e Rádio Jovem Pan, o brasileiro Acelino "Popó" Freitas, de 23 anos, 1.º do ranking da Organização Mundial de Boxe (OMB), enfrenta o russo, naturalizado francês, Anatoly Alexandrov, de 32 anos, pelo título mundial de boxe dos superpenas.
Atualmente, Popó é o melhor boxeador brasileiro e pode transformar-se no terceiro brasileiro a conseguir um título mundial no esporte. A última vez que isso ocorreu foi no dia 7 de maio de 1975, quando Miguel de Oliveira bateu o espanhol Jose Durán e ficou com o título dos médio-ligeiros. O outro campeão foi Éder Jofre, que, no dia 18 de novembro de 1960, venceu o mexicano Elói Sanchez e conquistou o cinturão dos galos. Em 5 de maio de 1973, Éder venceu o cubano Jose Legrat e também tornou-se campeão entre os pesos pena.
Popó, que se profissionalizou em 1995, após a conquista da medalha de prata nos Jogos Pan-Americanos de Mar del Plata, tem um cartel de lutas invejável. "Venci todas as minhas 20 lutas como profissional por nocaute", afirma. "Nasci em família pobre e tudo o que tenho devo ao boxe profissional", afirma. No ano que vem, o índice do boxedor baiano estará no Guinnes Book. "Eu superei o Mike Tyson, que tinha 19 nocautes consecutivos", justifica.
O baiano começou a lutar, aos 14 anos, motivado pela família. "Meu pai, meu tio e meu irmão lutam boxe", diz. "Meu irmão Luís Cláudio, medalha de bronze no Pan de Havana, em 1991, é meu ídolo." Aos 15 anos, Popó sagrou-se campeão baiano, nordestino e brasileiro. Hoje, detém o cinturão de campeão intercontinental dos leves e é campeão norte-americano. "Pretendo unificar os títulos da Associação, Federação, Conselho e Organização Mundial de Boxe", anuncia.
O adversário - Segundo o pugilista brasileiro, Anatoly Alexandrov, um bom pugilista, não é tão pegador. "Nenhum campeão mundial deve ser menosprezado, mas, se eu fosse ele, estaria com muito medo", disse. "Vou lutar com tranquilidade e inteligência; na hora de partir para cima não vou vacilar", concluiu.
Para o presidente da Confederação Brasileira de Boxe, Newton Campos, as chances brasileiras são boas. "O único problema do Popó é a falta de lutas contra adversários de qualidade", afirma. "Mas é nove anos mais jovem, tem uma pancada muito forte e está com o moral altíssimo, porque nunca perdeu como profissional", analisa. "Se ele vencer, será um fenômeno do boxe mundial."





