São Paulo, 03 (AE) - O secretário da Segurança Pública de SP, Marco Vinício Petrelluzzi, disse hoje que os casos em que o sequestro é usado como meio pelos ladrões para roubar suas vítimas representam 0,01% do total de roubos ocorrido na capital
cerca de 9 mil por mês. "Esse tipo de crime não aumentou, não houve a explosão de casos que alguns estão divulgando", afirmou. "Nos últimos três meses, isso até caiu." O secretário disse que não se pode comparar os casos de extorsão mediante sequestro registrados no ano passado com os casos de roubo qualificado em que o sequestro é um meio de agir dos bandidos. Petrelluzzi também afirmou que, ao contrário dos roubos normais, esse tipo de delito é quase sempre registrado pelas vítimas, por isso, os números da secretaria estão muito próximos da realidade. Segundo ele, a polícia está fazendo o mapeamento dos pontos de maior incidência desse tipo de crime. Com base nesses dados, os policiais estão reforçando o policiamento ostensivo e disfarçado nesses pontos.
O secretário disse ainda que há um grande número de casos em que a vítima é libertada e os bandidos, presos pela polícia. "Esse é o tipo de crime que apavora parte da população
que é relatado a todo momento, daí a sensação de crescimento."
O delegado Mauro Gomes Dias, da 3.ª Delegacia de Crimes Contra o Patrimônio, também afirmou que esse tipo de crime não está aumentando na cidade. Ele disse que a delegacia criou um registro fotográfico de bandidos presos praticando roubos e sequestros para a prática de saques em caixas eletrônicos. "Também estamos preparando um mapa sobre os locais preferidos pelos bandidos para abandonar suas vítimas", disse o delegado. Será com bases nessas estatísticas que a polícia pretende combater esse tipo de crime. "O maior ladrão de caixa eletrônico apanhado por nossa delegacia foi reconhecido por seis vítimas de roubo", afirmou.
Sugestões - Gomes defende que a Federação Brasileira das Associações de Bancos (Febraban) limite o número de caixas disponíveis para saques aos seus clientes após um determinado horário. Para o delegado, devem ser liberados somente os caixas em lugares seguros, como os próximos de delegacias de polícia. Ele pretende apresentar uma série de sugestões à federação. "É preciso dificultar a atuação dos bandidos.", afirmou.

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