Cascavel- A cidade de Guaíra, localizada no extremo oeste do Paraná e com 28.863 habitantes (censo de 2007 do IBGE), é considerada pelos órgãos de segurança brasileiros, como a Polícia Federal e a Receita Federal, uma das principais portas de entrada de armas, munição, drogas e contrabando para o Brasil. De acordo com a polícia brasileira, a região, que faz fronteira com o Paraguai, tem a presença de quadrilhas organizadas pelo PCC e por Fernandinho Beira-Mar, preso desde junho de 2007 na penitenciária federal de Campo Grande, Mato Grosso do Sul.
Os dois principais grupos criminosos montaram células de apoio em várias cidades da fronteira entre Brasil e Paraguai. Mesmo preso, Beira-Mar mantém ativa a estrutura do tráfico de drogas do outro lado da fronteira. Já o PCC atuaria livremente no país vizinho, onde os integrantes da facção estariam envolvido com assaltos, assassinatos e tráfico de drogas, armas e munição.
Os criminosos contam com a corrupção policial e a fragilidade da fiscalização para agir livremente na fronteira, principalmente no eixo entre Salto Del Guairá, cidade paraguaia, Guaíra e Mundo Novo, em Mato Grosso do Sul. O entorno da cidade paranaense aparece como a principal rota da cocaína no mapa do tráfico de drogas do País.
Um estudo da Polícia Federal revela que cerca de 40% de todo o contrabando que entra no Brasil, pela fronteira com o Paraguai, passa pela região de Guaíra e de Mundo Novo. Para as autoridades, a escalada de violência no município coincide com o aumento da fiscalização da Receita Federal na ponte da Amizade, em Foz do Iguaçu.
Muitos contrabandistas e traficantes migraram para a região, onde o efetivo de segurança é frágil. A Polícia Federal não informa o efetivo por questões de segurança, mas o número de agentes não ultrapassa 20, enquanto a fiscalização da Receita é praticamente inexistente. (Miguel Portela/Agência Estado)

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