Ponte Pênsil de SV é reaberta após um ano em reforma
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sexta-feira, 05 de novembro de 1999
Por Cida Oliveira, especial para a AE 
São Vicente, SP, 06 (AE) - Após um ano em reforma, a Ponte Pênsil, um dos mais importantes cartões-postais de São Vicente, no litoral paulista, será reaberta ao tráfego nesta segunda-feira. Para o prefeito Márcio França (PSB), a entrega da ponte "representa a devolução de um símbolo da cidade, que passa a funcionar de maneira segura". França disse que a mais antiga ponte do Brasil no gênero, inaugurada em 1914, estava com apenas 30% da capacidade de suportar peso. Agora, voltará a funcionar com eficiência.
A nova iluminação será semelhante à de pontes da Austrália, cujas cordas, quando acesas, dão a impressão de lábios sorrindo. "Os serviços foram realizados com verba do Estado (R$ 2,1 milhões), pela Concrejato, especializada na execução desse tipo de trabalho", explicou. A ponte vai desafogar o tráfego de veículos sobre a Ponte do Mar Pequeno, facilitando o acesso à Praia Grande, principalmente dos moradores e turistas que se encontram nas demais cidades da Baixada e optam por um trajeto bucólico. História - Tombada pelo patrimônio histórico, a ponte completou 85 anos, em maio. A idéia da construção surgiu em 1910, quando o engenheiro-sanitarista Saturnino de Brito elaborou a planta de urbanização da cidade de Santos e um plano de esgotos por meio de estações elevatórias. A necessidade de conduzir os dejetos até a ponta do Morro do Itaipu levou o engenheiro a planejar a ponte entre os Morros dos Barbosas e do Japuí.
Encomendada à Casa August Klenne, em Dortmund, na Alemanha, o material chegou ao Porto de Santos entre 1911 e 1913. Antes de sua abertura, a produção rural da região era escoada por barcaças ou em lombo de burros que atravessavam picadas, que depois deram origem à Rodovia Padre Manuel da Nóbrega. Artesãos - A ponte será entregue às 23 horas para que seja respeitado o prazo anunciado pela empreiteira há dois meses. A restauração foi feita por 60 operários especializados, "que trabalharam como artesãos", segundo o engenheiro Sérgio Evangelista, responsável pelo empreendimento, que teve supervisão do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT). Segundo Evangelista, todas as peças que necessitaram de recuperação ou troca foram feitas, uma a uma, pela Concrejato e "testadas pelo IPT".
O engenheiro afirmou que não foi necessária a troca dos cabos de aço. "Os que estavam rompidos foram tratados, ou seja, tiveram as pontas cortadas e lixadas". A pintura foi feita em condições metereológicas adequadas. O IPT recomendou que o trabalho não fosse executado com a umidade do ar superior a 85% . Foram trocadas as braçadeiras de sustentação do madeiramento, também recuperado. A restauração começou em 10 de novembro de 1998 e foi interrompida no verão. A etapa mais complexa consistiu na troca das grades laterais de proteção aos pedestres
segundo o secretário municipal de Planejamento, Paulo de Souza. "Os perfis metálicos comprometidos também foram trocados".


