Curitiba- Até o final de fevereiro de 2006 a ponte sobre a represa Capivari Cachoeira, na BR-116 no sentido Curitiba/São Paulo, que desabou no início do ano, terá que estar reconstruída. A previsão é do Departamento Nacional de Infra-estrutura Terrestre (Dnit) do Paraná que, pela terceira vez, decretou situação de emergência e contratou a empreteira Gaspar sem licitação para realizar as obras. Os trabalhos de reconstrução começaram há nove dias e têm prazo máximo de seis meses para terminar.
Poucas semanas depois que a ponte desabou, no último dia 25 de janeiro, o Dnit informou que a reconstrução estaria pronta no final deste mês. Porém, a situação se arrastou, principalmente por causa das condições do aterro que sustenta as duas pontes (nos dois sentindos da rodovia). Para iniciar as obras, técnicos estudaram durante três meses o solo do local onde houve a queda e retiraram parte dele. A reconstrução da ponte deve durar cinco meses, no último será feito o reforço da ponte que permanece intacta.
As obras vão custar no máximo R$ 31 milhões, afirmou o coordenador do Dnit/PR, David Gouvêa. A nova ponte terá 120 metros de extensão, 40 metros a mais que a ponte que caiu. O aumento no comprimento vai fazer com que a ponte acabe em terra firme.
Segundo o Dnit, a situação de emergência foi decretada porque o excesso de peso sobre a ponte intacta pode prejudicá-la. Gouvêa garantiu que durante o período das obras não haverá bloqueio no trânsito da rodovia.
A ponte sobre a represa Capivari Cachoeira desabou na noite de 25 de janeiro, quando chovia acima da média no local. O primeiro caminhoneiro que se deparou com o buraco conseguiu atravessá-lo e três pessoas ficaram feridas. Um segundo caminhão caiu no rio e o motorista morreu. Na época, o Dnit informou que o excesso de água fez com que o aterro que sustentava a cabeceira da ponte cedesse, causando a queda.

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