Pescadores e balseiros do Rio Paraná permanecem acampados na entrada da ponte Airton Senna em Guaíra (115 quilômetros a sudoeste de Umuarama) na divisa com o Mato Grosso do Sul. Os manifestantes ocuparam anteontem a praça de pedágio e estão impedindo a cobrança da taxa. O grupo exige indenização do governo alegando que tiveram prejuízos com a construção da ponte. A ponte substituiu as balsas na travessia do Rio Paraná, entre Guaíra, e Mundo Novo (MS) e Salto Del Guairá, no Paraguai.
Cerca de 187 pescadores cobram o pagamento do restante das indenizações pela explosão de rochas no Rio Paraná em 96 para construção de um canal de navegação sob a ponte. O DER pagou R$ 3,2 mil para cada pescador de cascudo, antes do derrocamento, mas eles alegam que os prejuízos foram maiores e pedem pelo menos mais R$ 17 mil para cada um. Duas ações cobrando indenização tramitam no Fórum de Guaíra.
Os balseiros, cerca de 260 pessoas, cobram indenização por ter perdido o emprego. Eles ingressaram com três ações coletivas nas Varas da Fazenda Pública em Curitiba, mas duas foram indeferidas. Apenas uma foi recebida e o DER citado para responder. Taxistas que trabalhavam em pontos próximos aos atracadouros das balsas também participam do protesto.
Para o diretor-geral do DER, Paulinho Dalmaz, o movimento é injustificável, porque a questão das indenizações já está sendo discutida judicialmente. Dalmaz solicitou à Secretaria de Segurança Pública o envio de força policial a Guaíra para retirar os manifestantes da ponte.

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