Ponte do Ribeirão Lindoia é liberada
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segunda-feira, 13 de janeiro de 2014
Marian Trigueiros<br> Reportagem Local 
Londrina A ponte do Ribeirão Lindoia, localizada ao final da rua das Maritacas (zona leste), já está liberada para circulação de carros e pedestres. O local estava interditado desde o dia 31 de dezembro, após parte dela desabar em função das fortes chuvas da noite de Réveillon. Segundo Celina Ota, secretária municipal de Obras interina, a região ao redor cresceu muito, aumentando a impermeabilização do solo. "Ao mesmo tempo, houve aumento da vazão da água. Como se trata de uma ponte rural, não existe estrutura para acompanhar o processo. Quando folhas e galhos entopem as tubulações, a situação piora de vez", explica. A ponte é a principal ligação da região de chácaras Três Figueiras e o bairro Jardim da Urca.
Para restabelecer o trânsito da população, houve reparos no local com a colocação de pedras e terra na cabeceira da ponte, selado com uma camada fina de asfalto. "As pedras foram colocadas porque a terra foi toda levada na última chuva. Alguns anos atrás, foram colocadas tubulações para melhorar o fluxo da água, mas o estrutura está no limite", comentou Celina. De acordo com ela, para acabar com o problema, seria necessária a reconstrução da ponte, com um projeto urbano. "Antes do projeto de uma nova ponte, porém, temos que executar o projeto de outra, na rua ao lado, e ver se esta vai resolver as dificuldades da região." A nova ponte ficará na Avenida Pedro Boratin.
Entregador de um mercado da região, Douber Santos diz que a ponte é a principal via de acesso do Jardim Lindoia à região de chácaras. "Faço esse percurso várias vezes ao dia. Quando estava interditada, precisava dar volta por outro bairro, onde a estrada é de chão batido."
Cília Maria de Oliveira, que atua na manutenção de equipamentos de refrigeração, também reclama do abandono do local que utiliza como via para prestar serviço nas casas. "Já ficamos atolados várias vezes aqui com refrigeradores na caçamba. Além de não conseguirmos entregar o produto, corremos o risco de ficar no prejuízo", desabafa.


