Ponte da Castelo Branco volta a ceder
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quinta-feira, 18 de outubro de 2012
Danilo Marconi <br> Reportagem Local 
Londrina - A ponte da Avenida Castelo Branco, entre os lagos Igapó III e IV, na Zona Oeste de Londrina, pode ser interditada novamente. As chuvas que caíram nos últimos dias abalaram a estrutura recém-reformada e evidenciaram o antigo problema. As fissuras têm mais de três centímetros de largura.
A ponte foi interditada parcialmente após os temporais de junho, que provocaram vários estragos na cidade. O muro de arrimo que sustentava um dos lados da ponte desmoronou com a enxurrada. Pela via passam milhares de carros todos os dias - a avenida é um dos principais corredores de acesso à Universidade Estadual de Londrina (UEL).
Engenheiros da Prefeitura vistoriaram o local ontem e notaram que o muro de arrimo reconstruído também foi afetado. O desnível no asfalto é de mais de cinco centímetros. ''Pedi a avaliação dos nossos engenheiros, mas ainda não tive acesso ao relatório'', comentou o secretário de Obras, Ossamu Kaminagakura. Ele deve apresentar um parecer ainda hoje.
A poucos quilômetros de distância há outro problema viário para a administração municipal resolver, e com urgência. A reconstrução da ponte entre os jardins Bandeirantes e Sabará, também na bacia do Ribeirão Cambezinho, foi paralisada de novo.
A estrutura foi arrastada pela força da água no temporal que atingiu a cidade no final do ano passado. Centenas de pessoas passavam por ali diariamente. A Prefeitura tentou obter recursos federais para reconstruir o equipamento público, mas teve o pedido negado do Ministério da Integração Nacional.
A Prefeitura tentou tocar a obra com recursos próprios. A obra de reconstrução completa neste mês um ano e ainda não há previsão de término. ''É incoerência trocar o gramado do Estádio do Café por R$ 400 mil e não consertar isso aqui. Essa reconstrução deveria ser prioridade'', criticou o coordenador de vendas Luiz Claudio Ferreira.
Mesmo com a obra inacabada, moradores continuam utilizando a via de ligação entre os bairros. ''A gente fica com o pé sujo, fazer o quê?. Não dá para usar o desvio e andar mais de dois quilômetros'', disse o servente de pedreiro Nicodemos Rodrigo dos Santos.
A Prefeitura não consegue concluir a obra por falta de recursos para produção de massa asfáltica. A usina de asfalto, adquirida na última administração, está parada há 15 dias. ''A terraplanagem foi concluída, falta apenas a adequação da base e a capa asfáltica. O maior problema está no empenho para produção da massa asfáltica'', explicou Kaminagakura. Com o empenho, de acordo com ele, a obra pode ser entregue em, no máximo, 25 dias.


