São Paulo, 16 (AE) - O principal líder do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) do Pontal do Paranapanema (SP), José Rainha Júnior, disse hoje que a região poderá voltar a viver períodos de intensos confrontos sociais, caso o governo federal não atenda as reivindicações dos trabalhadores já assentados para a liberação de créditos agrícolas e pela manutenção do Programa Especial de Crédito para a Reforma Agrária (Procera). "Não nos responsabilizamos pelo que possa ocorrer", disse o líder, durante encontro com o prefeito de Presidente Prudente e presidente da União dos Prefeitos do Pontal do Paranapanema, Mauro Bragato.
A principal ameaça de Rainha foi feita contra as agências do Banco do Brasil na região que, segundo a estratégia do MST, poderão ser bloqueadas a partir da próxima semana. No encontro com Bragato, Rainha comandava uma comissão de cem coordenadores de assentamentos ligados ao MST que participaram de atos de protesto em Prudente, onde o MST reuniu pelo menos 2 mil pessoas procedentes de diversos assentamentos do Pontal.
O grupo esteve na superintendência do Banco do Brasil, Procuradoria-Geral do Estado e na prefeitura municipal. O prefeito Mauro Bragato recebeu Rainha e os representantes dos assentados e, por telefone, obteve a promessa de assessores do ministro de Política Fundiária, Raul Jungmann, de que os prefeitos da região e os trabalhadores poderão ser recebidos em audiência, na capital federal.

mockup