A greve dos servidores do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) manteve o quadro de adesão ontem, em Curitiba. Os seis postos de atendimento continuaram fechados e as perícias médicas estão sendo realizadas apenas no posto da João Negrão. Hoje, a greve deve ter adesão dos servidores de Foz do Iguaçu, Ponta Grossa e Paranaguá.
Ontem, a agência do INSS em Guarapuava ficou fechada. Em assembléia na quarta-feira a maioria dos 54 funcionários votou pela adesão à greve nacional. Os médicos também aderiram ao movimento e deixaram de realizar os exames. A agência atende outras 15 cidades da região.
A paralisação surpreendeu os segurados. ‘‘Eu tenho uma perícia marcada para perto do final do mês e vim tentar adiantar o exame’’, contou um lavrador que chegou cedo à agência vindo de Boa Ventura do São Roque (62 km ao norte de Guarapuava).
Força As adesões de servidores à greve da Previdência Social aumentaram no segundo dia da paralisação. Aos funcionários do INSS começaram a se juntar aos trabalhadores da saúde de Estados como São Paulo, Bahia, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro e Rio Grande do Norte e o Distrito Federal. Dados da Confederação Nacional dos Trabalhadores da Seguridade Social (CNTSS) e do Ministério da Previdência Social mostram que o número de grevistas subiu ontem para 80% (anteontem eram 70%).
A batalha de números provocou uma situação curiosa. É comum que, em paralisações dessa natureza, o governo tenha estimativas conservadoras e os sindicatos superdimensionem a mobilização. Mas, em três Estados - Minas Gerais, Paraná e Santa Catarina -, o cálculo do ministério supera os dados divulgados pela CNTSS. Em Minas Gerais, por exemplo, o governo aponta paralisação de 100%, enquanto o comando de greve admite que chegou aos 90%.
Em São Paulo, a greve conseguiu a adesão de mais três unidades - 17 dos 26 postos estão parados. No Rio de Janeiro, entretanto, o movimento perdeu força. As 67 agências do interior do Estado funcionaram normalmente hoje. Ontem, 65 postos estiveram fechados.(Katia Michelle, de Curitiba e Cláudia Carneiro, Especial para a Folha, de Guarapuava, com agências)

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