Ponta Grossa estuda lei para medicamento genérico
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 20 de junho de 2003
Candice Dequech<br>Equipe da Folha 
Curitiba - A Câmara de Ponta Grossa está analisando um projeto de lei que obriga os médicos de toda a rede municipal de saúde a prescreverem somente medicamentos genéricos. O projeto de lei, protocolado em julho de 2002, depende agora de aprovação e sanção do Poder Executivo, para virar lei.
A autora do projeto é a vereadora Nassima Salum Ribas (PSDB). A Folha tentou contato com ela ontem, mas seu celular estava desligado. O medicamento genérico possui os mesmos princípios ativos dos remédios tradicionais os de marca e tem boa qualidade e preço mais baixo. Os similares são diferentes dos genéricos, pois podem possuir componentes diferentes na sua composição.
A proposta já causou polêmica. Luiz Sallim Emed, presidente do Conselho Regional de Medicicna no Paraná, considera dispensável a criação de uma lei específica para impor a prescrição de medicamentos genéricos, pois, segundo ele, a grande maioria dos médicos receita, sempre que possível, medicamentos genéricos. O genérico só não é prescrito quando só existe o medicamento de marca, mas, hoje em dia, existem genéricos para as principais doenças, garantiu o presidente. Alguns médicos, por estarem habituados a trabalhar com determinado medicamento, acabam não receitando o genérico, por hábito. Mas se o paciente pede por um genérico, ele, com certeza prescreve, disse.


