Curitiba - A Câmara de Ponta Grossa está analisando um projeto de lei que obriga os médicos de toda a rede municipal de saúde a prescreverem somente medicamentos genéricos. O projeto de lei, protocolado em julho de 2002, depende agora de aprovação e sanção do Poder Executivo, para virar lei.
  A autora do projeto é a vereadora Nassima Salum Ribas (PSDB). A Folha tentou contato com ela ontem, mas seu celular estava desligado. O medicamento genérico possui os mesmos princípios ativos dos remédios tradicionais – os de marca – e tem boa qualidade e preço mais baixo. Os similares são diferentes dos genéricos, pois podem possuir componentes diferentes na sua composição.
  A proposta já causou polêmica. Luiz Sallim Emed, presidente do Conselho Regional de Medicicna no Paraná, considera dispensável a criação de uma lei específica para impor a prescrição de medicamentos genéricos, pois, segundo ele, a grande maioria dos médicos receita, sempre que possível, medicamentos genéricos. ‘‘O genérico só não é prescrito quando só existe o medicamento de marca, mas, hoje em dia, existem genéricos para as principais doenças’’, garantiu o presidente. ‘‘Alguns médicos, por estarem habituados a trabalhar com determinado medicamento, acabam não receitando o genérico, por hábito. Mas se o paciente pede por um genérico, ele, com certeza prescreve’’, disse.

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