Pombos infestam escola em Sorocaba
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terça-feira, 03 de maio de 2005
José Maria Tomazela<br>Agência Estado 
Sorocaba, SP - Uma infestação de pombos prejudica as aulas e causa transtornos aos 1.500 alunos da Escola Estadual Mário Guilherme Notari, na zona norte de Sorocaba, a 92 km de São Paulo. Em fevereiro, no início do ano letivo, cinco salas tiveram de ser interditadas por causa do acúmulo de fezes sobre a laje. Mesmo após a retirada de aproximadamente 250 quilos de fezes, duas salas ainda permanecem fechadas por causa do mau-cheiro.
Os alunos foram transferidos para outras dependências da escola. Uma funcionária entrou em licença médica com um problema pulmonar supostamente causado por microorganismos existentes nas fezes de pombos. Para espantar as aves que continuam se aninhando no forro ou sobre a laje, integrantes do Grêmio Estudantil têm utilizado rojões.
O deputado estadual Hamilton Pereira (PT), que esteve na escola, enviou ofício à Fundação para o Desenvolvimento Escolar (FDE), órgão da Secretaria Estadual de Educação, pedindo providências. Segundo ele, é necessário vedar os beirais para evitar o acesso das aves à parte inferior do telhado. A dirigente regional de Ensino, Maria Armida Baddini de Menezes, disse que as despesas para a vedação do telhado já foram autorizadas. As obras estão sendo contratadas.
Outros prédios da cidade, como o da Catedral e o da Estação Ferroviária, também sofrem a infestação de pombos. Segundo o Centro de Controle de Zoonoses, como as aves não podem ser eliminadas, porque são protegidas pela legislação ambiental, a solução é utilizar telas para impedir seu acesso ao interior dos imóveis.


