Uma planta 100% brasileira, extraída do cerrado e com alto poder de cicatrização. Foi depois de cinco anos de estudo que a Universidade de Ribeirão Preto, em parceria com o laboratório Apsen, constatou que o Bartimão (Stryphnodendron adstringens) ajuda no tratamento de lesões superficiais e até mesmo as feridas mais profundas na pele. A pomada cicatrizante conta com o extrato da planta que, segundo pesquisadores, auxilia para uma cicatrização mais eficiente.

De acordo com a especialista em fitomedicina Rita de Cássia Salhani Ferrari, que há 17 anos atua na pesquisa de novos medicamentos, existem pomadas fitoterápicas cicatrizantes no mercado mas, segundo ela, nenhuma possui esta ação adstringente causada pela presença dos taninos, agentes responsáveis pela reepitelização. ''Os taninos atuam de forma eficaz na reepitalização da ferida. As propriedades do bartimão aceleram o processo de cicatrização e garantem melhor recuperação do tecido lesionado'', diz.

As pesquisas apontaram que o fitomedicamento proporciona ação anti-inflamatória que diminui neovascularização e o edema da ferida, além de possibilitar ação cicatrizante e antimicrobiana.

Proteção
A pele é o maior órgão do corpo humano em extensão e volume. Portanto, está constantemente exposta aos traumas que podem ser causados no dia a dia. A pele funciona como uma barreira física contra microorganismos e substâncias estranhas e ainda possui os desempenhos de termorregulação, excreção, sensibilidade, metabolismo e percepção.

Ainda segundo Rita, um ferimento na pele passa por três fases de cicatrização: fases inflamatória, proliferativa e de maturação. Ela explica que o bartimão atua na fase proliferativa, que é onde há a formação do tecido de granulação e a epitelização da pele.

''Existem diversos mitos envolvendo o processo de cicatrização, mas devemos nos lembrar que a medicina não é uma ciência exata e não deve ter dogmas imutáveis. Por exemplo, o mito de que o leito da ferida deve estar sempre seco e não úmido, não é sempre verdadeiro. Assim como deixar que a ferida cicatrize por si só pode não ser a melhor opção quando se quer uma cicatrização mais estética em um menor tempo. Enfim, cada paciente deve ser sempre tratado de modo individual e único'', finaliza.

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