Pólo Gás-Químico do Rio vai captar US$ 300 mi do BNDES
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domingo, 03 de outubro de 1999
Por Gustavo Alves 
Rio, 04 (AE) - Dentro de um mês os sócios do Pólo Gás-Químico do Rio de Janeiro assinam contratos que vão permitir a captação de US$ 300 milhões para o empreendimento no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), segundo informou hoje o diretor da área Petroquímica da Companhia Suzano de Papel e Celulose, Armando Guedes. A Suzano e a Unipar são os sócios privados do projeto, ao lado da Petrobras.
Guedes informou que representantes dos três sócios do pólo reuniram-se hoje, no Rio, para combinar a assinatura do acordo de acionistas da Rio Eteno, como vai ser chamado o pólo, da empresa a ser criada para a sua construção, e do contrato de fornecimento de matérias-primas para o empreendimento, pela Petrobras. Com estes três documentos, explicou Guedes, será possível o pedido de financiamento do BNDES, pelos dois sócios privados.
O dinheiro do banco estatal responderá por um terço do total do investimento no pólo, previsto para começar a operar no ano 2002. Outros US$ 300 milhões serão buscados no Exterior, e mais US$ 300 milhões vão ser bancados por recursos próprios das três empresas.
O diretor da Suzano explicou que a reunião foi possível depois de a Petrobras ter indicado três de seus diretores para integrar o Conselho de Administração da Rio Eteno: Albano de Souza Gonçalves, da área de Logística, Antônio Luís de Menezes, da Engenharia, e Delcídio do Amaral Borges, de Participações. A última reunião dos parceiros havia sido realizada em janeiro, antes da nomeação dos representantes da estatal.
Hipótese - Guedes explicou que, por enquanto, a entrada da Petroquímica União (PQU) no empreendimento, no lugar ou com a Unipar, é só "uma hipótese que foi considerada". Segundo o diretor da Suzano, a entrada da PQU melhoraria a análise do projeto pelos bancos e seria um incentivo para a concessão de empréstimos, porque a PQU é uma empresa especializada no negócio.
Para a formação da Rio Eteno, a Unipar e a Suzano formaram a Rio Polímeros, que têm, juntas, 70% de participação. A Petrobras fica com os 30% restantes. O objetivo do pólo é produzir material químico com o uso de gás como matéria-prima, em vez da nafta, que é usada atualmente, mas com aproveitamento menor.


