Salvador, 10 (AE) - Preocupadas com uma eventual interrupção no fornecimento de energia e outras consequência do bug do milênio, as indústrias do Pólo Petroquímico de Camaçari, o maior complexo petroquímico do Hemisfério Sul, traçaram um plano de ação para assegurar a continuidade operacional das empresas na virada do ano. Basicamente, as indústrias vão evitar qualquer tipo de sobrecargas e manobras operacionais durante o período considerado mais crítico, entre as 21 horas do dia 31 de dezembro e as 4 da madrugada do dia 1º janeiro.
A produção industrial não será interrompida. Se, efetivamente, ocorrer o corte no fornecimento de energia da Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf), a Copene, central de matérias-primas do pólo, passará a abastecer de energia as empresas através da sua usina termelétrica. Das 34 indústrias químicas e petroquímicas de Camaçari, dez (que utilizam o eteno como matéria-prima) vão realizar paradas técnicas preventivas por causa do "bug". Elas o farão de maneira escalonada e não-coincidentes, e estão proibidas de realizar os procedimentos de parada durante o período crítico.
O Plano de Contingências Comuns - ano 2000, do Pólo de Camaçari inclui também sistemas alternativos de telecomunicações (no caso de falhas do convencional) e reforço das equipes técnicas e de segurança que estarão em atividade ou de plantão na virada do ano. O superintendente financeiro do Comitê de Fomento Industrial de Camaçari (Cofic), Eurico Ribeiro, lembrou que além do plano geral, cada empresa tomou suas próprias medidas preventivas. "Adotamos todas as preocauções possíveis, mas sempre na expectativa de que nada aconteça", disse.

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