Políticos e empresários comparecem ao velório de Eid
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sábado, 16 de outubro de 1999
Por Marli Olmos 
São Paulo, 17 (AE) - Diversos políticos e empresários já passaram pelo velório de Calim Eid, tesoureiro de campanha de Paulo Maluf e Celso Pitta: o presidente da Associação Comercial de São Paulo, Alencar Burti; o presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer (PMDB); o senador Romeu Tuma (PFL); o prefeito de Santos, Beto Mansur (PPB); o deputado federal, Adhemar de Barros Filho (PPB); os empresários Antonio Ermírio de Moraes e Lázaro Brandão; e até o empresário mega-especulador Naji Nahas.
Nenhum militante do PPB quis arriscar o nome do substituto de Eid nas próximas campanhas de Maluf. "Há muita gente boa que está aqui mesmo no velório, mas é melhor deixar isso para o Paulo Maluf resolver", disse Adhemar de Barros Filho. Para Mansur, Eid "é insubstituível". Alencar Burti, que tinha ligações com Eid na Associação Comercial, disse que "Maluf perde um articulador visionário".
PITTA - Presente ao velório, o prefeito de São Paulo, Celso Pitta (PTN), disse que houve falha da equipe encarregada de verificar o currículo de Marco Aurélio de Abreu, que foi preso no dia em que assumiria a Secretaria de Administração. "Estamos avaliando quem é o responsável, mas que alguém deixou escapar esse dado de ordem judicial, não resta a menor dúvida", disse Pitta.
Pitta disse que "é distorcida" a avaliação que está sendo feita a respeito da idéia de cobrar pedágios nas avenidas-marginais de São Paulo. "Trata-se de um projeto de instalação de uma via expressa nas avenidas-marginais, que será construída com recursos da iniciativa privada", explicou. Segundo o prefeito, a remuneração da iniciativa privada requer o pagamento de pedágio, como é feito, por exemplo, na linha amarela, no Rio de Janeiro.
O prefeito de São Paulo criticou a idéia do secretário de Segurança do Estado, Marco Vinicio Petrelluzzi, de criar uma contribuição, a ser descontada na conta telefônica, para criar recursos de combate à criminalidade. "A carga tributária está por demais elevada", disse. "Eu fiz um ajuste nas contas públicas, sem aumentar impostos; por isso, o que é preciso fazer
neste caso, é ter mais austeridade."


