O Paraná foi reconhecido, nesta segunda-feira (25), pela OMS (Organização Mundial da Saúde), braço da ONU (Organização das Nações Unidas), como um Estado que é referência mundial em políticas para idosos. O governador Ratinho Junior recebeu, em Washington D.C., nos Estados Unidos, o certificado oficial que estabelece o Paraná como membro afiliado da Rede Global de Cidades e Comunidades Amigas das Pessoas Idosas da Organização Pan-Americana da Saúde e Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS).

Com o selo, o Estado passa a fazer parte de um grupo de países, estados e cidades reconhecidos pela eficiência dos seus programas e experiências para tornar os ambientes urbanos mais acolhedores, seguros e acessíveis para todas as idades.

“É motivo de muita alegria participar deste momento histórico para o Paraná. Das 51 cidades amigas do idoso no Brasil, 38 estão no Paraná, o que mostra como estamos conseguindo dar um bom exemplo, por meio dos nossos programas, e sensibilizar os gestores públicos locais sobre a importância de dar condições dignas para as pessoas em todas as fases da vida”, afirmou o governador Ratinho Junior.

A filiação à rede se deu por conta de uma série de políticas que vêm sendo conduzidas pelo Estado, coordenadas pela Secretaria da Mulher, Pessoa Idosa e Igualdade Racial. Entre os programas estão as parcerias estratégicas com o BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) para qualificação de cuidadores, fortalecimento da rede de proteção social, capacitação continuada de profissionais e construção de moradias adaptadas.

“Nós conseguimos criar uma rede de programas que fez com que o Paraná se tornasse o primeiro estado brasileiro a fazer do sistema de cuidado ao idoso uma política de estado. Não basta trabalharmos para que a nossa população viva bastante, mas temos que garantir uma vida com qualidade de vida, autonomia e independência”, disse a secretária de Mulher, Pessoa Idosa e Igualdade Racial, Leandre Dal Ponte.

Desde 2019, o Estado já transferiu mais de R$ 150 milhões aos municípios para investimentos em obras que atendem às políticas de direitos da pessoa idosa, incluindo Complexos Sociais, Centros de Convivência, Centros Dia e Unidades de Acolhimento.

O reconhecimento ao Paraná é inédito na América do Sul. Até então, apenas estados e províncias do México, Japão, Austrália e Canadá, além de cidades, tinham se tornado elegíveis para integrar o grupo. “O Paraná é, agora, o primeiro estado do continente a fazer parte da Rede Global de Cidades e Comunidades Amigas das Pessoas Idosas”, disse o diretor da OPAS, Jarbas Barbosa.

Entre os projetos de destaque está o Casa Fácil Paraná Terceira Idade, em que o Estado reservou R$ 80 milhões para que idosos com renda de até quatro salários-mínimos possam custear até R$ 80 mil nos valores de entrada de imóveis.

Para idosos em situação de maior vulnerabilidade, o programa Viver Mais Paraná implementa condomínios habitacionais específicos para a terceira idade, onde os beneficiários pagam um aluguel social correspondente a apenas 15% do salário-mínimo.

Na área da saúde, todas as unidades estaduais passaram a contar com a Caderneta de Saúde da Pessoa Idosa, funcionando como um prontuário especializado que registra informações sobre fragilidade, vulnerabilidade social, nível de dependência e autonomia. Complementarmente, os profissionais de saúde recebem capacitação específica através do projeto "Envelhecer com Saúde no Paraná", garantindo atendimento qualificado e especializado para esta população.

Há também soluções na área de mobilidade e integração social, como a lei de gratuidade em viagens intermunicipais para pessoas com 65 anos ou mais, garantindo cotas de passagens gratuitas e com 50% de desconto.

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Vacinas

O Paraná levou à sede da Opas, em Washington, seus avanços em imunização, com resultados que colocam o Estado muito acima da média nacional nas coberturas vacinais de crianças menores de um ano.

A vacina BCG atingiu 99,47% no Paraná, contra 89,3% no Brasil. A tríplice viral chegou a 99,35%, enquanto a média nacional é de 90,4%. Também se destacam a pentavalente (93,25% no Paraná, frente a 81,7% no país), a poliomielite inativada (92,34% contra 79,9%) e a meningocócica C (91,89% contra 81,6%).

Segundo o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, o desempenho reforça o papel do Paraná como referência internacional. “Esse diálogo com a Opas amplia nossa capacidade de avançar em políticas públicas consistentes e inovadoras, voltadas à proteção da população”, destacou.

(Com Agência Estadual de Notícias)

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