Política de drogas no País engatinha, diz Abead
A Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas (Abead) alerta que todos os países que flexibilizaram a lei de drogas sem instituir antes sua política sofreram graves consequências, e voltaram a restringi-la. "Mesmo nos países em que foi feita a descriminalização das drogas não foi feita dessa forma. Em países como a Suécia e a Holanda as experiências não foram positivas e diminuíram a liberação. Na Suécia, país onde tudo era liberado na década de 70 e 80, hoje controlam até o uso do álcool", observa o presidente da Associação Paranaense de Psiquiatria (Appsiq), André Rotta Burkiewicz.
O advogado criminalista e professor da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR) Rafael Soares lembra da experiência recente no Uruguai, onde onde o ex-presidente José Mujica legalizou a maconha com o controle e exploração do Estado. "Ainda é prematuro para se fazer uma análise mais profunda sobre o caso do Uruguai, mas o efeito imediato foi de redução nos índices de criminalidade. A medida abriu a possibilidade de discussão do convívio com as drogas de forma controlada", avalia. A Abead aponta ainda que a política de drogas no País "engatinha", principalmente na implementação de medidas preventivas. (R.F. e V.O.)





