Polícias vão ter 8 sub-regiões de segurança
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terça-feira, 27 de abril de 1999
Por Silvio Bressan 
São Paulo, 28 (AE) - O governo do Estado vai apresentar sexta-feira (30), em reunião no Palácio dos Bandeirantes, o novo sistema de funcionamento das Polícias Civil e Militar na cidade. Na prática, o plano será o passo inicial para a primeira tentativa de unificação das duas corporações na história do Estado.
Como a fusão completa, já proposta pelo governador Mário Covas
depende de alteração constitucional, o governo vai unificar o planejamento e a operação das duas polícias.
Por isso, o secretário da Segurança, Marco Vinício Petrelluzzi
fez a mesma divisão geográfica para as duas organizações. Serão oito Sub-Regiões de Segurança Pública Metropolitana (SRSPM).
Hoje, cada distrito policial tem uma jurisdição diferente da das companhias de Polícia Militar. Com a mudança, que entra em vigor dia 1º, haverá uma Delegacia Seccional de Polícia Civil (SEC) e um Comando de Polícia da área Metropolitana (CPA) para cada uma das oito áreas da cidade. Ou seja, um delegado da SEC (civil) e um comandante do CPA (militar) chefiarão todas as ações policiais de uma sub-região.
A nova divisão está amparada na Resolução número 122, do dia 12, que altera e torna compatíveis as áreas de atuação das polícias no Município. Todos os distritos policiais e os batalhões de Polícia Militar foram redivididos e reagrupados para atuar nos mesmos bairros.
Em geral, serão duas ou até três delegacias atuando na mesma jurisdição de uma companhia da PM. Essas delegacias e companhias atuarão nas áreas de Segurança Pública Metropolitana (ASPM), que serão chefiadas por um delegado-titular de Polícia Civil e um comandante das companhias da PM. Estes, responderão, respectivamente, ao delegado de polícia seccional e ao comandante de batalhão da sub-região correspondente.
Pela resolução, os delegados-titulares e os comandantes das companhias irão reunir-se periodicamente para avaliar a criminalidade na região, trocar informações e traçar planos de ação conjunta, para reduzir o índice de criminalidade local. O resultado será apresentado mensalmente ao delegado seccional e ao comandante do batalhão, que enviarão um relatório ao Delegado-Geral de Polícia e ao Comandante-Geral da PM. A cada 90 dias, os dois prestarão contas ao secretário da Segurança. "A nova divisão facilita a ação policial, porque acaba com a confusão das jurisdições diferentes de cada polícia", explica um assessor do governo Covas. "A grande conquista, porém, é a unificação do planejamento e da operação das polícias, que facilitará o mapeamento e o combate à criminalidade na capital."
Como a resolução entra em vigor no sábado, o governo reunirá sexta-feira todos os delegados e comandantes responsáveis para apresentar o novo plano. Da teoria para a prática, porém, haverá inúmeras dificuldades. A maior delas é a resistência histórica das duas corporações em trabalhar de forma conjunta. "Na base não teremos problema, o que nos preocupa são as cúpulas", avalia outro assessor de Covas.
O próprio governador estará presente na reunião e insistirá na necessidade de um trabalho conjunto. "Cada dupla (delegado e comandante) responsável por uma área vai sair da sala com a mesma pasta, de preferência de mãos dadas", brinca um assessor.


