As polícias Federal e Civil de Foz do Iguaçu estão trabalhando em conjunto para tentar desvendar os dois assaltos ocorridos no início da semana. Além de investigar o sequestro do avião de onde foram roubados R$ 5 milhões, os agentes estão a procura da quadrilha que, disfarçada de policiais federais, assaltou um carro com 71 malotes contendo cheques de diversas agências da cidade. Os dois casos ocorreram em menos de 24 horas.
Os cinco seguranças e o taxista Vagner Biondo, que foi ferido à bala pelos assaltantes em fuga, prestaram depoimento no 3º Distrito Policial de Foz. Por volta das 17 horas da última segunda-feira, os funcionários da empresa de segurança V.Weiss Ltda. foram interceptados por dois carros (ambos roubados e com placas frias) que usavam giroflex e tinham adesivos falsos da PF no capô e nas portas. Cerca de 15 pessoas (todos usando coletes da PF) imobilizaram os seguranças usando algemas e levaram os malotes.
Na madrugada de terça-feira, dia em que ocorreu o sequestro do avião, os 71 malotes foram encontrados abandonados em uma estrada secundária. Os cheques e documentos bancários também estavam no local. ‘‘Como os funcionários e o taxista não conseguiram descrever a fisionomia dos assaltantes, nós os encaminhamos para a PF, onde farão o reconhecimento dos retratos falados de alguns dos sequestradores do avião. Pode ser que alguns deles (os assaltantes) estejam envolvidos nos dois crimes’’, disse ontem delegado do 3º DP, David Passerino.
A conexão é reforçada pela quantidade de pessoas envolvidas nos dois casos e na organização de ambos os assaltos. Sabe-se que, além dos cinco criminosos que sequestraram o avião, outros quatro estariam esperando o resto da quadrilha em Porecatu. Os dois grupos sabiam detalhes sobre os horários de saída dos malotes do Banco do Brasil, já que é a agência central de Foz que reúne todo o dinheiro da cidade e de outros bancos da região para encaminhá-lo à filial do Banco Central em Curitiba.

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