Policial preso com 35 kg de maconha é transferido para Curitiba
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terça-feira, 26 de maio de 2020
Rafael Machado - Grupo Folha 
Um policial rodoviário estadual preso com 35 kg de maconha em uma estrada que liga Cambé a Rolândia recebeu na semana passada alta do Hospital Universitário (HU) de Londrina e foi transferido para o Batalhão de Guarda da Polícia Militar em Piraquara (Região Metropolitana de Curitiba). Ele ficou internado porque quebrou o pé direito e a bacia ao cair de um barranco de aproximadamente quatro metros de altura durante uma fuga.
A operação que prendeu o soldado foi realizada por agentes do serviço reservado da Polícia Militar de Rolândia. Eles abordaram o carro que levava a droga, uma Fiat Strada, mas o suspeito conseguiu escapar. Perseguido, ele só parou depois de cair de uma ribanceira. O entorpecente foi encontrado no porta-malas do veículo em dois sacos de ração para cachorro.
O PM nem chegou a ser interrogado no inquérito instaurado pelo delegado de Cambé, Paulo Henrique Costa, porque se feriu gravemente. Mesmo assim, teve a prisão preventiva, que não tem prazo para acabar, decretada pela juíza criminal Jéssica Valeria Catabriga Guarnier.
Em manifestação protocolada na Justiça, a defesa disse que só soube da transferência "por um dos policiais que fez a escolta". Apesar do Código de Processo Penal estabelecer que praças da PM, quando presos, fiquem em presídios militares, a advogada Iris Soraia Inêz acredita que "não foi a decisão mais acertada".
"Deve ser assegurado ao preso, provisório ou definitivo, o direito de ficar detido próximo ao seu meio social e familiar. Segundo documentos fornecidos pelo HU, o indiciado colocou uma prótese no lugar dos ossos do calcanhar, que foram esmagados com a queda. Ele corre o risco da cirurgia infeccionar, já que há a necessidade de acompanhamento médico, inclusive com retorno previsto para o dia 2 de junho", cita a defensora.
"O que se pede apenas é que ele (policial rodoviário) fique preso provisoriamente em qualquer um dos batalhões da região, desde que relativamente perto do HU". O requerimento pede que a Justiça determine ao Comando da Polícia Militar do Paraná o retorno do servidor.


