Curitiba - Em depoimento na tarde de terça-feira em Gravataí, no Rio Grande do Sul, um dos policiais paranaenses do Grupo Tático Integrado de Grupos de Repressão Especial (Tigre) acusados de matarem o sargento Ariel da Silva, 40 anos, da Brigada Militar do Rio Grande do Sul, admitiu ter disparado com uma submetralhadora em legítima defesa. A troca de tiros ocorreu nas proximidades de um cativeiro onde estavam dois empresários do Paraná, vítimas de sequestro, em 21 de dezembro.
O delegado Paulo Rogério Grillo, da Corregedoria da Polícia Civil gaúcha, e que está à frente do caso, esclareceu que o sargento Ariel abordou a viatura descaracterizada dos agentes paranaenses e que, antes que qualquer um dos lados pudesse se identificar, houve a troca de tiros. Também de acordo com o delegado, os policiais afirmaram que dispararam porque acreditavam se tratar de um ''olheiro'' dos sequestradores, que estaria fazendo a segurança do cativeiro.
''O policial (identificado apenas como Alex e com 11 anos de atuação na Polícia Civil), disparou com a submetralhadora e o sargento revidou quatro vezes com uma pistola. Segundo o depoente não houve tempo de tentar uma identificação. O agente declarou que as armas foram apontadas e começaram os disparos'', disse o delegado.
A ação da equipe do Tigre não teria sido informada aos policiais gaúchos. Posteriormente à morte do sargento, no mesmo dia, durante o estouro do cativeiro, um dos empresários paranaenses morreu após uma troca de tiros entre policiais e os sequestradores.
Ontem à tarde os três retornaram ao Paraná, após o secretário estadual de Segurança Pública (Sesp), Reinaldo de Almeida César, solicitar a transferência dos agentes. Eles estavam detidos no Grupo de Operações Especiais (GOE) da Polícia Civil gaúcha.
Em nota divulgada na segunda-feira, a Sesp informou que ''reitera sua irrestrita confiança na Polícia Civil do Estado e, de forma enfática, sua admiração e respeito pelo trabalho desenvolvido há muitos anos pelo Grupo Tigre''.

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