Policial não passou por avaliações psicológicas
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sexta-feira, 25 de abril de 2014
Rodrigo Batista<br>Equipe Bonde 
Curitiba - O policial civil que matou a namorada e tentou suicídio na quinta-feira estava afastado das funções nas ruas e passava por procedimentos disciplinares, no entanto, no entendimento da Polícia Civil, não apresentou qualquer desvio ou problema psicológico. O autor do crime também não passou por qualquer avaliação psicológica desde que ingressou na corporação.
Napoleão Seki Junior, de 38 anos, atirou contra a namorada, uma jovem de 23 anos, após uma discussão entre o casal no bairro Alto da XV, em Curitiba. Antes do crime, ele chegou a algemar a vítima, que mesmo assim tentou fugir. Na sequência, o policial disparou quatro vezes contra a jovem, que morreu no local. Seki atirou contra o próprio pescoço, mas foi encaminhado com vida para o Hospital Cajuru. Ele passou por uma cirurgia e seguia internado na UTI em estado grave.
Segundo o delegado chefe da Divisão de Investigação Criminal (DIC) da Polícia Civil, Luiz Alberto Cartaxo, desde que ingressou na corporação, em 2010, o policial se envolveu em duas situações pelas quais respondia disciplinarmente. Apesar disso, a arma não foi retirada dele. "A arma é objeto de defesa do policial. Só são retiradas as armas daqueles policiais que apresentam evidente falta de condição", justificou.
O único exame psicológico pelo qual passou o autor do crime foi em 2010, quando entrou na corporação. Cartaxo defende o fato de ele não ter passado por nenhuma outra avaliação porque dentro da Polícia Civil não foi constatada qualquer evidência de desvio psicológico do autor do crime. "Ele foi alvo de um surto. A motivação não nos interessa. Nada justifica esse ato. Ele será alvo de todos os procedimentos e responderá de forma incisiva." Seki deverá responder por homicídio qualificado.


